Inspiração é bicho fugitivo da mesma forma que acomodação é bicho pegajoso. Quantas vezes você já se deparou com aquela sensação de “eu sei, preciso e quero criar, mas fazer o quê?” e é nessa hora que sua inspiração insiste em não reluzir e seu olhar insiste em permanecer cego às possibilidades que lhe cercam.
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| © lívia.fernandes |
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| © Conrado Tramontini |
Observar como se cruzam as linhas daquela casa amarela da esquina de cima do seu trabalho pode ser uma boa forma de estimular a sua percepção, sensibilidade e criatividade. É verdade que as ruas do seu bairro, o trânsito apressado que corre por você e o cachorro que dorme preguicento na porta da padaria já serviram de assunto para a poesia de outrora, escrita em preto e branco por Cartier-Bresson eVivian Maier, mas continuarão existindo para que você e outros poetas das imagens façam deles registros eternos.
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| © Lucas Ninno |
Saídas fotográficas se tornam cada vez mais populares entre os apaixonados pela fotografia e diversos são os cursos no Rio de Janeiro e em outras capitais do país que tem reunido turmas, emprestado câmeras e partido para as ruas visando não apenas a produção de fotografias mais interessantes, mas a rica troca de experiências que acontece em experiências como esta. Se unir a um foto clube, reunir uma turma de amigos ou recrutar pessoas pelas redes sociais e promover um passeio fotográfico com destino a um dos pontos turísticos(que você talvez nunca explorou devidamente) da sua cidade são também alternativas interessantíssimas para cutucar a sua adormecida inspiração-bicho-preguiça e descobrir que no umbigo da sua cidade existe uma valiosa mina de fotografias a serem clicadas.
Abra seus olhos.
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| © Ana Luiza Verzola |
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| © Gui Moraes |






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